Saúde bucal: Por que consultar o dentista antes de sentir dor

A avaliação de rotina ajuda a identificar e prevenir problemas
Consultar o dentista não deve ser uma atitude tomada apenas quando aparecem dor ou outros sintomas. A avaliação de rotina ajuda a identificar alterações ainda no início e prevenir problemas mais graves. Sobre a importância desse acompanhamento, fala a cirurgiã-dentista Graça Silveira.
“Às vezes as pessoas associam o dentista somente ao dente, ao tratamento de dente. Mas a nossa atuação, ela vai muito além disso, e a boca, ela faz parte do nosso organismo e ela reflete e interfere na saúde e na qualidade da nossa vida de modo geral. Mais do que homenagear os profissionais dessa área, essa data é uma oportunidade também de conscientizar a população sobre prevenção, autocuidado e a importância de manter o acompanhamento odontológico.”
Além das consultas periódicas, alguns cuidados precisam fazer parte da rotina, como higiene correta dos dentes e da língua, o uso de fio dental e atenção a alterações na boca. A profissional Graça Silveira, cirurgiã-dentista, explica quais hábitos podem ajudar a preservar a saúde bucal.
Condição de saúde e hábitos de higiene bucal
“Não existe uma frequência única que vai valer para todas as pessoas. Isso vai depender da idade, da condição de saúde, dos hábitos de higiene, o histórico odontológico, o risco individual de desenvolver determinados problemas ou alterações. De maneira geral, muitas pessoas elas se beneficiam muito de avaliações periódicas, que são a cada 6 meses, mas tem alguns pacientes que precisam de acompanhamento mais próximo. O ideal seria para você pelo menos ir duas vezes no ano, a cada 6 meses.”
A orientação é não esperar o surgimento de um problema para procurar atendimento e acompanhamento regular. Assim, é possível avaliar a saúde bucal e indicar os cuidados necessários para cada paciente.
Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude/audio/2026-10/saude-bucal-por-que-consultar-o-dentista-antes-de-sentir-dor
A má higiene bucal favorece o acúmulo de placa bacteriana e pode contribuir para diversas doenças e alterações na boca. As principais são:
Principais doenças relacionadas à má higiene bucal
Cárie dentária – ocorre quando bactérias da placa produzem ácidos que destroem progressivamente o esmalte e outras estruturas do dente.
Gengivite – inflamação das gengivas, geralmente associada ao acúmulo de placa bacteriana. Pode causar vermelhidão, inchaço e sangramento.
Periodontite – forma mais avançada da doença periodontal, podendo provocar perda do tecido que sustenta os dentes e, em casos graves, perda dentária.
Halitose (mau hálito) – pode estar relacionada ao acúmulo de bactérias, restos alimentares e alterações na língua, embora também tenha outras causas.
Tártaro – é a placa bacteriana que se mineraliza e fica endurecida. Não é removido adequadamente apenas com a escovação e pode favorecer doenças gengivais.
Abscesso dentário – infecção que pode ocorrer quando uma cárie profunda ou outra alteração permite que bactérias atinjam tecidos internos do dente.
Infecções e inflamações da cavidade oral – a higiene inadequada pode favorecer o desequilíbrio da microbiota e o aparecimento de algumas infecções.




