Estudo da Fiocruz avalia PrEP de longa duração para prevenção da Aids

(PrEP) de longa duração para prevenir a Aids.
Um estudo inédito da Fiocruz, em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou a implementação da profilaxia pré-exposição (PrEP) de longa duração para prevenir a Aids. Diferentemente do tratamento atual adotado no SUS, que prevê a ingestão diária de comprimidos, a nova opção usa uma injeção a cada dois meses. A pesquisa contou ainda com a participação da agência internacional de saúde global Unitaid e da OMS, a Organização Mundial da Saúde.
Segundo os cientistas, os resultados apontam maior proteção e adesão pelos usuários, reduzindo consideravelmente a incidência do vírus HIV. Brenda Hogland, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Clínica em HIV, Aids, IST e Hepatites da Fiocruz, resume as vantagens da nova profilaxia:
“Pode beneficiar, principalmente, aquelas pessoas que buscam um método de prevenção ao HIV, mas que têm dificuldade no uso diário dos comprimidos ou alguma contraindicação. Permite que a escolha do método de prevenção seja centrada nas necessidades individuais de cada pessoa”.
Ministério da Saúde tem interesse em adotar o método
A pesquisadora confirma ainda que o Ministério da Saúde tem interesse em adotar o método, mas a medida ainda depende do cumprimento de etapas.
“Essa incorporação envolve algumas etapas, entre elas, desenvolver o protocolo com as diretrizes de uso no SUS e realizar capacitação de estados e municípios”.
O estudo acompanhou pouco mais de 1,2 mil participantes voluntários, em seis cidades brasileiras, entre outubro de 2023 e setembro de 2024. O uso da profilaxia pré-exposição de longa duração teve início no mesmo dia da primeira consulta. O grupo que recebeu a nova profilaxia teve apenas três novas infecções no período. O resultado representa uma redução significativa em comparação ao grupo que utilizou o método atual, que apresentou 18 novas infecções. Além disso, a adesão ao prazo das injeções atingiu 92%. Os usuários também garantiram a proteção pela profilaxia em 90% dos dias de acompanhamento, enquanto no método atual do SUS esse índice é de 35%.
Principais Características da AIDS
- O Mecanismo de Ação: O HIV ataca e destrói progressivamente os linfócitos T CD4+, que são células fundamentais do sistema imunológico responsáveis por coordenar a defesa do corpo contra infecções e vírus.
- A Diferença entre HIV e AIDS:
- Ter HIV significa que a pessoa contraiu o vírus, mas não necessariamente desenvolveu a doença (muitas pessoas vivem anos com o vírus controlado e com alta imunidade).
- Estar com AIDS é o estágio mais avançado da infecção, que ocorre quando o sistema imunológico está severamente danificado (geralmente indicado pela baixa contagem de células CD4 ou pelo surgimento de doenças oportunistas, como infecções graves e certos tipos de câncer que o corpo já não consegue combater).
- Formas de Transmissão: O HIV é transmitido pelo contato com determinados fluidos corporais de uma pessoa infectada (sangue, sêmen, secreções vaginais e leite materno). As principais vias são:
- Relações sexuais (anal, vaginal ou oral) desprotegidas com pessoa infectada;
- Compartilhamento de seringas, agulhas ou materiais perfurocortantes contaminados;
- Transmissão vertical (da mãe para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação, quando não há prevenção);
- Transfusão de sangue contaminado (hoje em dia extremamente rara devido ao rigoroso controle em bancos de sangue).
- Tratamento e Prevenção: Embora ainda não exista cura definitiva, a AIDS e o HIV são controlados com a Terapia Antirretroviral (TARV). Os medicamentos impedem a multiplicação do vírus, permitindo que a pessoa mantenha a imunidade alta, tenha qualidade de vida e chegue a uma carga viral indetectável, o que significa que o vírus não é transmitido sexualmente (Indetectável = Intransmissível).
Leia também: HIV no Brasil




